Riachão: Um dos últimos remanescentes do filme ‘O Caipora’ está de Alzheimer

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dete-caiporaApontado como um dos últimos remanescentes que fizeram parte das gravações do filme O Caipora, o senhor Deusdete Rodrigues Lopes, mais conhecido como Dete Capenga, 87 anos, está sem poder sair de casa, com a doença de Alzheimer, e não lembra de mais nada.

Recentemente, a reportagem do Interior da Bahia esteve em sua residência, no Distrito de Chapada, em Riachão do Jacuípe, e pode comprovar essa realidade. “Ele está com Alzheimer, quase não fala e não lembra de mais nada”, disse Dona Tereza, esposa do ex-figurante do filme e com quem tem dois filhos.

Em O Caipora, que teve gravações em Chapada em 1963, Dete Capenga era quem cuidava dos animais que eram utilizados nas cenas do filme. “Ele já veio de Pé de Serra, onde nasceu, e depois veio para cá com o pessoal do filme. Aí, quando terminou tudo, ele ficou por aqui mesmo”, informou o ex-vereador Ladinho.

acervo-mario-gusmaoAlém de Dete Capenga, que já se incorporou ao elenco em Pé de Serra, participaram como figurantes antigos moradores de Chapada como Antonio Ramos, Oscar da Loja, Deusdete, Antonio Cassimiro, Lota, Erotides, Bira, dentre outros.

O filme

O Caipora foi gravado nos povoados de Pé de Serra e Chapada (Riachão do Jacuípe, entre 1962 e 1963). Com a direção de Ocar Santana, o filme contou no elenco com artistas famosos como Milton Gaúcho, Carlos Petrovich, Maria da Conceição, Mário Gusmão, Lídio Silva, Jurema Pena, Garibaldo Matos, dentre outros. O jacuipense Olney São Paulo, que estava começando, foi o gerente de produção do filme.

Depois das gravações em Pé de Serra, toda a produção se deslocou para Chapada, tendo a sede do povoado e fazendas do entorno como os principais cenários.

Sinopse do filme

maria-moniz.still-do-filme-o-caiporaanos-60.Para fugir da seca, o vaqueiro Nezinho (Carlos Petrovich) vaga pelo sertão com sua mãe e um irmão menor e carrega a fama de espalhar azar por onde passa. Ele consegue um emprego na fazenda de um ambicioso coronel e acaba se apaixonado pela esposa do patrão, que parece retribuir seus sentimentos, já que se casou por imposição familiar e nunca sentiu paixão pelo marido. O capataz da fazenda, sabedor do fato, espalha que ele é o caipora, aquele que carrega todos os males do azar, e convence o patrão a despedi-lo. Mas, Nezinho voltaria para acertar suas contas. (Fonte: Interior da Bahia).

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