Riachão: Justiça impede saída abrupta do ISAS do Hospital Municipal

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ISASO prefeito de Riachão do Jacuípe, na Bacia do Jacuípe, José Ramiro Ferreira Filho (Zé Filho), PSD, tentou impedir o funcionamento do Hospital Municipal ao cancelar imediatamente o contrato com a ISAS (Instituto de Saúde e Ação Social), mantido pela Associação Santana de Ação Social, Habitação, Educação, Cultura e Radiodifusão Comunitária, a partir de 1º janeiro de 2021, quando assume o executivo o prefeito eleito Carlinhos Matos (DEM).

Ao tomar conhecimento do rompimento abrupto do contrato que poderia causar danos irreparáveis à saúde dos quase 40 mil jacuipenses, o Ministério Público Estadual de Riachão do Jacuípe acionou o plantão judiciário com uma Ação Civil Pública para impedir tal medida de consequências drásticas e imprevisíveis.

De imediato, o juiz Marco Aurélio Batista Macedo decidiu, no plantão judiciário, que o contrato não pode ser rompido imediatamente e que o ISAS continue com o atendimento no Hospital Municipal sob pena de multa diária para ambos (Prefeitura e contratado) de R$ 50 mil.

Zé Filho perdeu a reeleição no dia 15 de novembro para Carlinhos Matos por 10.114 a 8.727 votos, uma diferença de 1.387 votos.

Fugindo da justiça

ze-filhoApesar da decisão do Ministério Público, segundo informações que circulam na cidade, tanto o prefeito Zé Filho quanto a secretária de Saúde do município ainda não foram localizados pelo oficial de justiça para entrega da ação. Os dois, pelo que dizem, estão fazendo de tudo para não serem localizados.

No início do mandato o prefeito enviou projeto para a Câmara para que a mesma aprovasse a transferência da gestão para a ISAS, mesmo diante de vários protestos de populares e de funcionários. A alegação principal, à época, era que seria melhor para o município e que o atendimento no hospital ficaria melhor.  Hoje, no final do mandato, além de querer desfazer o contrato, a situação do hospital e da saúde do município como um todo é de péssima qualidade.

Para muitos, o prefeito enganou a população, já que prometeu uma coisa e está fazendo outra. “Se o contrato era para 10 anos, ou mais, por que essa coincidência de desfazer agora? Será que é porque ele perdeu a eleição? É tudo muito estranho, e com a conivência da maioria dos vereadores, que votaram para aprovar isso”, disse uma pessoa que não quis se identificar.

Equipe de Jornalismo

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