Tayrone Cigano celebra boa fase do arrocha com álbum e DVD

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tayroneNos últimos anos, o arrocha ganhou espaço e conquistou um público que até então torcia o nariz para o ritmo popular romântico, que surgiu em Candeias, cidade localizada a 51 km de Salvador. Um dos responsáveis por esse fenômeno é Tayrone, 29 anos, que acaba de lançar seu nono álbum homônimo, com músicas inéditas, além do sucesso Alô Porteiro.

“Ela fala de verdade, de situações do cotidiano como traição e amor. Recebi a música na voz e violão e coloquei emoção na voz, e criei o estilo dela, nesse estilo apaixonado que é o arrocha”, conta o músico, nascido em Candeias, berço do arrocha.

Entre as músicas inéditas, destacam-se Casado Só no Papel, O Choro é Livre, Dublê e Que Amor é Esse. O projeto, disponível para download na página oficial do artista, já deu frutos como o DVD, gravado no Arena Bahia Music, no Parque de Exposições, no último dia 18.

Wesley Safadão e Belo foram os convidados especiais da apresentação, que contou com grande estrutura envolvendo painéis de LED e 400 profissionais.

“Esse DVD será um marco para mim e meus fãs. Foi no Parque de Exposições que fiz o primeiro show para grande público da minha carreira. Foi um show incrível, com um repertório especial, com inéditas e, claro, músicas que marcaram nossa história”, diz ele, que celebra o momento do arrocha. “Estamos no auge. É um momento bom para esse ritmo maravilhoso que é o arrocha”, emenda.

Para Tayrone, o diferencial dele é acrescentar elementos do sertanejo ao gênero. “Meu timbre de voz também chama atenção, né?”, diz, entre risos. O artista fala ainda da retirada do sobrenome artístico. “Quando comecei era só Tayrone, mas como tinha o cabelo comprido e minha origem é cigana resolvi apostar para ver no que ia dar. Começamos a divulgar o trabalho como Cigano e agora dando uma repaginada na carreira resolvi voltar a ser só Tayrone”, explica.

Trajetória
O plano do músico é ganhar o Brasil com seu arrocha. “Espero que quem ainda não curtiu, passe a curtir”, diz ele. Na próxima sexta-feira, Tayrone fará uma aparição nacional no Globo de Ouro Palco Viva, em homenagem aos 30 anos da axé music. No especial do canal Viva, ele canta Nobre Vagabundo, hit de Daniela Mercury. “Foi massa. Fiquei feliz com o convite. Foi minha primeira vez cantando axé. Fiquei nervoso, mas deu tudo certo. Fiz do meu jeito, não fiz igual a rainha”, pontua.

A música sempre foi presente na vida de Tayrone. “Minha mãe canta muito. Meu pai tinha uma voz muito bonita também e gostava sempre de cantar em festas, serestas e casamentos ciganos. Meus irmãos também seguiram esse caminho. Cresci na música e aprendi a tocar um instrumento sozinho. Esse berço foi muito importante e é fundamental para o que sou hoje”, diz ele, que tem 11 anos de carreira e muitas influências da música sertaneja.

“Meus pais ouviam música sertaneja e fui aprendendo e gostando. Ouvia muito Zezé Di Camargo & Luciano, Leandro & Leonardo, Trio Parada Dura, Milionário& José Rico”, conta ele, cuja primeira grande apresentação foi aos 18 anos no evento Rei do Arrocha, que levou cerca de 100 mil pessoas ao Parque de Exposições. (Informações do Correio).

 

Equipe de Jornalismo

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