Ex-jogador Fábio Baiano negocia gado e reclama de seca no interior baiano

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1302141-1088-it2Depois de deixar o futebol em 2008, o ex-meia Fábio Baiano passou a trabalhar com compra e venda de gado. Reclama que o negócio está um pouco ruim por causa da seca, na região de Feira de Santana, mas que dá para tocar a vida. Lançado por Evaristo de Macedo no Flamengo, passou a ser o “homem de confiança” de Tite, com quem atuou no Grêmio, São Caetano, Corinthians e Atlético-MG. E por pouco não foi com o treinador para o Palmeiras.

“Eu encontrei o Tite no Grêmio. Aí o Tite assumiu lá e a gente trabalhou dois anos juntos. Fui para o São Caetano quando ele estava lá e depois para o Corinthians. Depois ainda trabalhamos no Atlético. O Tite é um cara que me ajudou muito. Ajudou porque dentro de campo eu fazia por onde. Ele é um cara excepcional e torço por ele”.

Segundo Fábio Baiano, mesmo nos momentos de crise, Tite sabe conversar com os jogadores. “Ele é um cara estudado, inteligente. Ele vê onde está o erro e vinha conversar. Ele sabe vê a dor. Sempre procurou ser amigo. Pelo menos foi assim em todos os clubes em que eu trabalhei com ele”.

O técnico ainda tentou levar o jogador para o Palmeiras em 2006. Fábio Baiano conta que chegou a fazer exame médico, mas por divergências no contrato não houve acordo.

Flamenguista declarado, Fábio Baiano passou por mais de dez anos no clube rubro-negro, entre idas e vindas. “Saí emprestado duas vezes, fui vendido, voltei. Sempre fui flamenguista de coração e tive o sonho de jogar lá desde criança. Foi o clube com o qual mais me identifiquei”, diz.

No Grêmio, em 2002, fez uma jogada antológica, em que deu uma lambreta, que terminou em um gol de Rodrigo Mendes, contra o Oriente Petrolero, do Peru. “De vez em quando passa este lance na televisão. Ficou marcado”.

Ele conta que no ano anterior já tinha dado um drible semelhante no lateral Sorín, do Cruzeiro, e inclusive, foi cumprimentado pelo adversário.  “Ele me disse que gostava muito do futebol arte”.

Fábio Baiano chegou a ser convocado para a seleção brasileira, em 1995 pelo técnico Zagallo para jogar contra Honduras, em Goiás. Feliz com a fazenda, diz que não pretende voltar para o futebol, por exemplo, para iniciar uma carreira de técnico.

“Pelo menos agora não. É por escolha própria, não tem explicação nenhuma. E eu já vivi quase 18 anos da minha carreira longe da minha família e agora eu quero curtir meus pais, meus amigos, meus primos, minhas irmãs, meus tios, minhas tias. Se eu seguir a carreira de técnico, vou largar tudo de novo. E aqui em Feira de Santana já tenho a minha base estruturada. Aqui está bom demais”.

Fonte: UOL São Paulo

Equipe de Jornalismo

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