Jornal Nacional ignora morte do ex-assistente de palco Russo e recebe críticas

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Sem títuloA morte de Antônio Pedro de Souza e Silva, o Russo, ex-assistente de palco da Globo, foi ignorada pela edição deste sábado (28) do Jornal Nacional. Russo morreu pela manhã, no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Ele estava internado com pneumonia e sofreu complicações.

Segundo o Uol, o telejornal dedicou 1 minutos à morte do ator britânico John Hurt, grande nome dos cinemas, porém fez a opção de não tratar da morte do ex-funcionário que esteve na emissora por 46 anos.

A atitude chamou a atenção de internautas, que criticaram a emissora. “A Globo fala da morte do John Hurt, mas não fala do Russo”, escreveu um. “Russo merecia uma homenagem”, postou outro. “Decepcionada. Cadê a homenagem ao Russo ex-assistente de palco , que faleceu hoje?”, quis saber uma seguidora do perfil do JN no Twitter. “Uma vergonha, o #JN ignorou a morte do Russo. Ja outras emissoras divulgam sem cerimônia”, comentou outro rapaz. O nome de Russo foi parar nos assuntos mais falados do momento.

Russo começou no “Cassino do Chacrina”, em 1965, e passou por vários programas da Globo, incluindo o “TV Xuxa”, “Domingão do Faustão” e “Caldeirão do Huck” – tanto Xuxa quanto Luciano Huck lamentaram a morte do ex-assistente de palco.

Russo foi afastado da Globo em 2014. Ele disse que ficou muito triste com a situação, porque não queria ficar aposentado sem trabalhar. “Não posso mais ir ao Projac. Agora só com autorização. Não posso mais entrar lá, meu crachá foi cancelado. Passo mal quando chego na portaria e tento passar meu crachá na roleta e não consigo entrar porque me proibiram. Vou para um canto e desabafo comigo mesmo. E me perguntam: ‘Russo, por que você está chorando aí?’. E digo que é porque não posso mais ver meus colegas e os estúdios. Meu coração fica triste. Gosto muito de trabalhar. Não gosto de ficar parado”, chegou a dizer ele ao Uol.

Em outra entrevista, Russo contou que vivia de aluguel porque ganhava pouco e não havia conseguido comprar casa própria. “Eu ganhava mil e pouco, R$ 2 mil. A minha aposentadoria está mil e pouco”, disse. Apesar disso, sua então mulher Adriana Mello chegou a dizer, quando ele estava internado, que a Globo ajudava o ex-funcionário. “A Globo oferece até mais do que qualquer outra empresa ofereceria se fosse em outro caso”, disse ela ao Extra.

Ele tinha mágoa da emissora e na época dos 50 anos da Globo fez um vídeo parabenizando, mas aparecia segurando um cartaz com os dizeres: “Obrigado por mais uma vez terem esquecido de mim”.

Correio

Equipe de Jornalismo

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