Filho de Jacuipense compõe júri do Prêmio Multishow realizado no Rio

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lucianoO jornalista Luciano Matos fez parte do seleto grupo de 11 super júris que atuaram ao vivo durante a premiação da 22ª edição do Prêmio Multishow, realizado na Arena da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na noite de terça-feira (25).  Luciano é filho do economista e funcionário aposentado do Banco Central, Orlando Carneiro de Matos, que nasceu em Juazeirinho, Conceição do Coité, mas tem sua base familiar em Riachão do Jacuipe.

Orlando é irmão do ex-prefeito Valfredo Matos e do também jornalista Evandro Matos. Luciano fez parte do júri que escolheu em voto secreto os vencedores para o prêmio de ‘Melhor Disco’, ‘Melhor Canção’ e ‘Revelação’. O júri geral é composto por 100 pessoas, incluindo os 11, que juntas definiram todos os indicados em todas as categorias e os vencedores em outras oito.

luciano1Neste ano, além dos artistas que concorreram às premiações, a Bahia também esteve representada nos bastidores do evento, mais precisamente no Super Júri.  Em entrevista ao site Bocão News, Luciano Matos falou sobre sua participação no Prêmio. “Foi um convite da produção. Eu já tinha feito parte do júri maior, em anos anteriores. Foi muito interessante ter participado agora do júri lá ao vivo. Primeiro, por estar num time de respeito de pessoas do mundo da música, jornalistas, críticos, produtores, gente que acompanha e faz muito pela musica há muitos anos. Segundo, por estar dentro de uma mega estrutura e ver um pouco como funciona”.

Para o jornalista, que acompanha e trabalha com música há quase 20 anos, existem dois mundos da música dentro do Prêmio e que ainda não há um equilíbrio entre eles. “Vivemos um momento que há um abismo entre o que faz sucesso midiático e um outro tipo de música, com, digamos, mais conteúdo. E dentro desse universo dos que fazem sucesso midiático, esse outro mercado tem crescido e mostrado a cara. Mas, no prêmio isso ainda é muito tímido. Assim mesmo, se abre um espaço para votação, debate, discussão sobre música. Foi legal ter participado disso ao vivo em um canal de TV. Acho que a tendência é que se abra mais e assim espero. Não é questão de tomar espaço, é de ter maior equilíbrio”.

Outros trabalhos

luciano2As palavras de Luciano são sustentadas pelo trabalho realizado pelo jornalista com o site ‘El Cabong’, que atua há mais de dez anos, destacando a música que está mais distante da grande mídia, e com programa de rádio ‘Radioca’, apresentado na Educadora FM e voltado para o universo da produção independente brasileira. Mas Luciano atua também como DJ, no evento ‘Baile Esquema Novo’, voltado apenas para música brasileira, que lhe aproxima mais com o mundo musical.

Questionado sobre se ao seu ver, houve justiça nas premiações, Matos descartou enxergar o Prêmio como uma competição. “Eu acho que qualquer um dos indicados que ganhasse seria justo. Acho que mais do que um clima de competição ou de quem é melhor, o interessante é se mostrar o que anda sendo feito, e tem muita coisa sendo produzida, muita coisa boa. Vejo o prêmio mais como uma forma de reconhecimento, do que dizer quem é melhor  em arte e em música. Não acho que deva ter isso de disputa. O legal é como muita gente que nunca tinha ouvido falar do BaianaSystem, por exemplo, viu eles através do prêmio. No próprio júri debatemos isso e falamos de como estava difícil escolher um dentre tantos nomes bons, com trabalhos relevantes”.

Festivais de cinema e música

luciano-maLuciano Matos já trabalhou no Caderno de Cultura do Jornal A Tarde, no site iBahia, mas largou tudo para cuidar dos seus projetos pessoais. Apaixonado por música e cinema, difícil vê-lo de fora de eventos dessas duas áreas em qualquer lugar do país.

Festival do Sol, em Natal, Rio Grande do Norte, Festival de Inverno de Lençóis, na Chapada Diamantina (BA), são apenas alguns desses eventos que o jornalista costuma participar.

Apesar de nunca ter participado do Festival de Inverno de Garanhuns (PE), Luciano acompanha a sua programação todos os anos. Talvez isso justifique a sua veia cultural nordestina, onde cultiva artistas como Lirinha (ex-líder do Cordel do Fogo Encantado), mas vai também de Nação Zumbi a Comadre Florzinha, e de Luiz Gonzaga a Jackson do Pandeiro. (Da redação, com informações)

Equipe de Jornalismo

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