Morre Carlos Alberto, o autor do gol símbolo do futebol-arte brasileiro

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sem-tituloCarlos Alberto Torres, que assina o gol que é o maior símbolo do futebol-arte do Brasil, se foi nesta terça-feira. O capitão da seleção brasileira tricampeã em 1970 morreu aos 72 anos, em sua casa no Rio de Janeiro, vítima de um infarto e até os últimos anos de vida lembraria com alegria seu feito épico nos últimos minutos da final da Copa do Mundo do México, diante de mais de 100 mil pessoas presentes no Estádio Azteca. Foram seguidos dribles de Clodaldo, passes de pé em pé até a bola chegar a Pelé, que, de forma magistral, previu a passagem de seu amigo Carlos Alberto Torres, o lateral e capitão que ali mais parecia um ponta. O Capita bateu cruzado para coroar a vitória da maior seleção brasileira (para muitos, do mundo) de todos os tempos.

“Foi uma jogada muito bonita que representou o que foi aquela seleção. A maioria dos jogadores tocou a bola, de um lado para o outro, sem que os italianos, que também tinham uma grande equipe, pudessem fazer nada”, definiu Capita em entrevista ao EL PAÍS em 2014. O júbilo por fazer o último e mais significativo gol daquela final aumentaria ainda mais com a honra de erguer a taça diante de toda torcida presente no local, em um gesto idealizado e feito pelo compatriota Bellini no primeiro título mundial brasileiro, em 1958, e repetido desde então por todo o mundo do futebol. “O mais importante é que conversávamos entre todos e que havia liberdade para dizer o que pensávamos. No fim de cada semana, comentávamos todos os aspectos. Isso criou uma seleção muito unida para desenvolver o jogo bonito que tanto é lembrado”, comentou o capitão da equipe dirigida por Zagallo e que tinha ainda
Pelé, Tostão, Rivellino e cia.

Pelé, que foi parceiro de Carlos Alberto no Santos, na equipe canarinho e no New York Cosmos, dos Estados Unidos, lamentou a morte de seu amigo. “Fico triste com a morte do meu amigo-irmão Carlos Alberto, nosso querido Capita”. Infelizmente a gente tem que entender isso e que a vida continua”, disse o jogador em nota oficial. Foi no Cosmos que a dupla faria sua última parceria no gramado – foi no time de Nova York que o lateral encerrou a carreira em 1982.

Carlos Alberto Torres, que assina o gol que é o maior símbolo do futebol-arte do Brasil, se foi nesta terça-feira. O capitão da seleção brasileira tricampeã em 1970 morreu aos 72 anos, em sua casa no Rio de Janeiro, vítima de um infarto e até os últimos anos de vida lembraria com alegria seu feito épico nos últimos minutos da final da Copa do Mundo do México, diante de mais de 100 mil pessoas presentes no Estádio Azteca. Foram seguidos dribles de Clodaldo, passes de pé em pé até a bola chegar a Pelé, que, de forma magistral, previu a passagem de seu amigo Carlos Alberto Torres, o lateral e capitão que ali mais parecia um ponta. O Capita bateu cruzado para coroar a vitória da maior seleção brasileira (para muitos, do mundo) de todos os tempos.

“Foi uma jogada muito bonita que representou o que foi aquela seleção. A maioria dos jogadores tocou a bola, de um lado para o outro, sem que os italianos, que também tinham uma grande equipe, pudessem fazer nada”, definiu Capita em entrevista ao EL PAÍS em 2014. O júbilo por fazer o último e mais significativo gol daquela final aumentaria ainda mais com a honra de erguer a taça diante de toda torcida presente no local, em um gesto idealizado e feito pelo compatriota Bellini no primeiro título mundial brasileiro, em 1958, e repetido desde então por todo o mundo do futebol. “O mais importante é que conversávamos entre todos e que havia liberdade para dizer o que pensávamos. No fim de cada semana, comentávamos todos os aspectos. Isso criou uma seleção muito unida para desenvolver o jogo bonito que tanto é lembrado”, comentou o capitão da equipe dirigida por Zagallo e que tinha ainda
Pelé, Tostão, Rivellino e cia.

Pelé, que foi parceiro de Carlos Alberto no Santos, na equipe canarinho e no New York Cosmos, dos Estados Unidos, lamentou a morte de seu amigo. “Fico triste com a morte do meu amigo-irmão Carlos Alberto, nosso querido Capita”. Infelizmente a gente tem que entender isso e que a vida continua”, disse o jogador em nota oficial. Foi no Cosmos que a dupla faria sua última parceria no gramado – foi no time de Nova York que o lateral encerrou a carreira em 1982.

El País

Equipe de Jornalismo

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