VIP: do ringue para o cinema, rivalidade entre Holyfield e Todo Duro vira documentário

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sem-tituloO documentário A Luta do Século, de Sérgio Machado, terá sua estreia mundial na mostra competitiva do Festival do Rio, que acontece de 6 a 16 de outubro, na capital fluminense. O filme fala da rivalidade entre dois boxeadores, o baiano Reginaldo Holyfield e o pernambucano Luciano Todo Duro.

“Partimos de imagens de arquivo e íamos mostrar dois grandes lutadores no ostracismo depois do apogeu. Mas, durante as filmagens, o longa virou e passou a ser sobre a preparação deles para o sétimo confronto”, conta Machado, que também vai levar o doc para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no mesmo mês. “Desde Cidade Baixa (2005), não ficava tão satisfeito com um trabalho”.

A intenção é rodar os festivais no Brasil e no exterior e só estrear no circuito comercial em 2017. “No cinema, a gente quer fazer um público bem bacana na Bahia. Nossa referência é Cine Holliúdy de Halder Gomes, 2012), que fez muito sucesso no Ceará e teve uma vida longa”.

O filme foi rodado em 2015, ano no qual os dois boxeadores resolveram subir no ringue novamente para desempatar a disputa, até então com três vitórias para cada lado. Durante as filmagens do doc, Raimundão Ravengar, que monopolizou o comércio de drogas e a prostituição na Bahia nos anos 90 e foi empresário dos dois lutadores, deu a ideia da última luta.

“Evangélico, Holyfield tinha feito uma promessa de que nunca mais lutaria, mas Ravengar argumentou que a proposta era vantajosa para todo mundo, bastava Holy dar o dízimo. Ele ficou em dúvida. Aí Ravengar pegou meu celular e ligou para Todo Duro. Foi só ouvir a ouvir a voz do outro pugilista que Holyfield começou a falar ‘Vou te matar'”, lembra Sérgio Machado.

O projeto de A Luta do Século surgiu de uma conversa do diretor com Wagner Moura e Lázaro Ramos, um dos produtores do documentário. “Queríamos fazer um filme de ficção, com Lázaro no papel de Holy e Wagner no de Todo Duro. Eu falei que ia fazer um doc como pesquisa. O resultado é tão bom que tenho medo da ficção não ficar à altura, mas essa possibilidade ainda existe”, diz Machado.

Para o próximo ano, o diretor prepara um novo trabalho sobre outro boxeador baiano. Na série Os Irmãos Freitas, ele vai contar, juntamente com Walter Salles, a história de Acelino Freitas, o Popó, que será exibido no TNT.

Correio*

Equipe de Jornalismo

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