Moraes Moreira canta Novos Baianos no Recife e compara grupo a Chico Science

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moraes-moreiraAo som da rabeca (a cargo do músico Marcos Moleta) e declamando versos de literatura de cordel, Moraes Moreira sobe ao palco do Teatro RioMar, na Zona Sul do Recife, nesta sexta-feira (03), às 21h, para resgatar o repertório dos Novos Baianos – grupo do qual fez parte entre 1969 e 1975. A influência pernambucana é evidente.

Além da rabeca e do cordel, Moreira homenageia o pernambucano Luiz Gonzaga – com os versos de O nordestino do século, escrito por ele – e deve, ainda, incluir frevos de bloco na apresentação. O show é inédito na cidade e o primeiro na região Nordeste. Em seguida, segue para Natal (RN), no dia 4, e Fortaleza (CE), no dia 5.

“Decidi resgatar essa fase porque ela foi muito feliz. Sou autor de quase todas as músicas dos Novos Baianos, junto com o parceiro [Luiz] Galvão. Isso me dá propriedade para, além de cantar esses sucessos, contar as histórias por trás deles”, explica Moraes Moreira, que promete revelar curiosidades dos bastidores e causos engraçados dos anos 1960 e 1970. “Há, ainda, músicas que não chegamos a gravar, mas das quais eu me lembro. Vou cantá-las também”, conta.

Em relação à cena da música atual, Moraes Moreira cita Chico Science e Nação Zumbi como a movimentação cultural mais recente semelhante à criada pelos Novos Baianos. Ele defende que a classe artística deve se posicionar quanto ao cenário político dos dias atuais, ainda que nas entrelinhas, de forma estética, contrapondo as normatividades com figurino e postura contestadores.

No palco da turnê Moraes Moreira canta Novos Baianos, o álgum Acabou chorare – o segundo dos Novos Baianos, lançado em 1975 em formato LP -, será executado na íntegra por Moreira. Preta, pretinha, Brasil pandeiro, Besta é tu e A menina dança entram na lista. O cantor e compositor dedica a última parte do show à sua carreira solo – que, segundo ele, é mais diretamente influenciada pela música e cultura pernambucanas. “Gosto de compor e tocar em ritmo de maracatu. É algo que aprendi no Recife, frequentando o Pátio do Terço, no Centro da cidade, na Noite dos Tambores Silenciosos…”, recorda.

Em paralelo à música, Moares Moreira publica em setembro o livro de poemas Coração continente, a fim de dar vazão a seu lado cordelista. “São 70 poemas escritos nos últimos dois anos. São poemas, cantorias e cordéis”, explica o músico e autor. Pra o próximo ano, planeja o lançamento de disco de inéditas, sobre o qual deve se debruçar já no próximo semestre. (Fonte; Jornal do Comercio).

Equipe de Jornalismo

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