Cantor Tico Santa Cruz é expulso de avião após discussão

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Tico-Santa-Cruz-Comiss--o-Direitos-Humanos-Foto-Nilson-Bastian-C--mara-dos-Deputados-661x351O cantor Tico Santa Cruz, vocalista da banda de rock Detonautas, foi expulso de um avião da Gol no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (13). O motivo da retirada foi uma confusão envolvendo o uso do assento conforto.

Em um vídeo em sua página no Facebook, Tico afirmou que tentou, de madrugada, comprar um lugar com mais espaço no avião, que seguiu para Maringá, no Paraná. Ele, porém, não conseguiu e adquiriu um comum. Ao entrar na aeronave, sentou-se no lugar comprado e aguardou. “Esperei que as pessoas embarcassem, todas as pessoas, até o último, para não pegar o assento de ninguém”, disse. “Fui até o assento número um, que estava vazio, onde não havia ninguém.”

Segundo seu relato, gravado em Congonhas, ele foi questionado pela tripulação sobre a mudança e argumentou que, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a cobrança a mais pelo assento é irregular. “Não existe nessa aeronave a classe A, classe B, classe econômica, primeira classe. Ou seja: todos os assentos são assentos iguais. Então não há porque ter essa diferenciação desse tipo de preço.”

Em nota, a GOL afirma que as sete primeiras fileiras das aeronaves da companhia “são diferenciadas em relação aos demais assentos, pois oferecem espaço ainda maior entre as poltronas e reclinação do assento. Esses assentos estão identificados no mapa da aeronave com cores diferenciadas e podem ser adquiridos por um preço adicional nos canais de venda da companhia ou no momento do check-in” (veja a íntegra do comunicado abaixo).

Após ler a lei e argumentar que “não estava prejudicando nenhuma outra pessoa que tinha comprado”, Tico disse que um passageiro em um assento conforto aceitou trocar de lugar. “Ainda assim, a tripulação insistiu em me tirar do voo, começou a criar um tumulto, um constrangimento coletivo no avião, as pessoas começaram a gritar, começaram a xingar, começaram a reclamar, com razão, porque estava 40 minutos já, 30 minutos atrasado”, acrescentou.

A Polícia Federal foi chamada e retirou o cantor do voo. “Eu não sou bandido, não estou ali desrespeitando ninguém, eu estava apenas exercendo o meu direito, que é um direito que todas as pessoas têm”, afirmou. No fim da tarde, o cantor escreveu nas redes sociais que conseguiu chegar a Maringá, onde deve participar de um evento à noite. Ele acrescentou que seu advogado deve processar a companhia.

Em nota, a GOL diz que “a recusa do cliente gerou atraso na decolagem do voo e necessidade de acionamento da Polícia Federal”. “A companhia reforça que não faz distinção entre passageiros e pratica as mesmas normas para todos os clientes.”

 

G1*

Equipe de Jornalismo

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