Há 20 anos, Mamonas Assassinas saiu de cena após acidente de avião em SP

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mamonasA banda Mamonas Assassinas foi símbolo de libertação, alegria, extravagâncias e, infelizmente, sinônimo da primeira dor de uma geração que ainda não estava acostumada com o adeus.

Por Luana Bastos Foi em uma noite de sábado, dia 2 de março de 1996. A banda brasileira mais irreverente dos anos 1990 deixou uma legião de fãs. Um acidente aéreo na Serra da Cantareira, em São Paulo, fez com que o Brasil desse adeus à banda Mamonas Assassinas.

A aeronave Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, levava os integrantes da banda: Dinho, que faria 25 anos dali a três dias, os irmãos Samuel (que faria 23 anos no dia 11 de março) e Sérgio, Júlio e Bento. Além do piloto, o co-piloto e dois assistentes dos artistas, Isaque Souto, primo de Dinho, e Sérgio Saturnino Porto, segurança do grupo. Eles seguiam de Brasília para Guarulhos.

Eles estavam no auge. Naquele ano, o grupo alcançou a fama e conquistou o certificado de disco de diamante, com mais de 3 milhões de cópias vendidas com o álbum Mamonas Assassinas, lançado um ano antes. Foram nove meses de muitos shows pelo Brasil até que o acidente colocou fim ao sonho dos meninos paulistas.

Números do Ecad

Os integrantes do grupo deixaram apenas 25 fonogramas cadastrados no Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) em sua meteórica carreira, que durou quatro anos. Por causa da efeméride, o órgão acaba de fazer um interessante levantamento da obra dos Mamonas pela primeira vez.

Entre 2004 e 2015, as músicas mais tocadas do grupo (em casas de diversão, casas de festas, boates, rádio, shows e sonorização ambiental) foram ‘Pelados em Santos’, ‘Robocop Gay’ e ‘Vira-vira’. Os sucessos da banda não foram esquecidos e até hoje são interpretados por outros artistas em shows e eventos.

Ainda segundo o Ecad, entre as canções mais regravadas por outros artistas estão “no top 5”, respectivamente, ‘Pelados em Santos’, ‘Robocop Gay’, ‘Chopis centis’, ‘Vira-vira’ e ‘Sábado de Sol’. Os direitos autorais referentes à execução pública dessas músicas continuam sendo distribuídos aos herdeiros de Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli  pelo Ecad.

(Fonte: Revista Época)

 

Equipe de Jornalismo

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