Riachão: Com bandeira no caixão, ‘filhos’ sepultam ex-treinador

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CAIXAOMarcado para acontecer às 16h desta quarta-feira (16), apesar do sol quente, o sepultamento de Jerônimo Mascarenhas foi acompanhado por muitas pessoas, principalmente por ex-jogadores, ex-dirigentes e torcedores do Palmeiras, onde o ex-treinador conquistou as suas maiores glórias e tinha uma identificação muito forte.

Por conta disso, uma bandeira do clube foi colocada sobre o caixão e levada para a sepultura. Na hora do sepultamento, a bandeira foi entregue a uma irmã de Jerônimo para levar como recordação. Contudo, ela se recusou a receber, afirmando que tinha que ficar na cova. “Não vou levar, tem que ficar com ele, que foi bom filho, bom irmão e bom pai”, disse emocionada. jeronimo-bandeira-caixao

O ato fúnebre saiu da Rua Pedro Paulo da Silva, onde o corpo foi velado, e levado para o cemitério local, passando pelo centro da cidade. Em respeito, todo o comércio fechou as suas portas.

Entre os desportistas presentes, estava o ex-presidente do Palmeiras, empresário José Carneiro Oliveira, mais conhecido por Zé Vódio, que fez um emocionado discurso junto à sepultura, destacando a contribuição de Jerônimo para o futebol de Riachão e relembrando o titulo do Torneio do Sisal, conquistado pelo Palmeiras, em 1981, sobre a Ponte Preta de Santa Barbara, certamente o mais importante da história do clube.

“Nesse momento difícil, nós temos certeza que todos que vivemos no desporto, você foi o maior, fazendo o Palmeiras que fez (…). Lembro-me do grande titulo conquistado sobre a Ponte Preta, pelo Torneiro do Sisal, em Tanquinho, de onde saímos em uma carreata quase indiana par Riachão. Leve com você este clube, Jerônimo, o Palmeiras de todos nós”, disse Zé Vódio, com a voz quase embargada.

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Os “filhos de Jerônimo”

Assim como o ex-dirigente Zé Vódio, dezenas de jogadores em atividade e ex-jogadores compareceram ao velório e acompanharam o sepultamento do ex-treinador do Palmeiras. Alguns faziam questão de ficar próximo e de tocar no caixão.

O ex-atacante Juarez (Juarez de Cilo), foi um dos que não saiu de perto e até chegou a carregar o caixão. No meio do público, alguém soprou no ouvido de Juarez: “Ele era o pai de todos nós”. O ex-atacante não só concordou como reforçou as palavras: “Era o pai de todos nós e uma pessoa que merece todas as homenagens”.

Ao ouvir a conversa, o ex-atacante Cafuringa, campeão jacuipense pelo Brasil de Vila Guimarães, reforçou as palavras de Juarez e acrescentou: “Ele era o pai e o caro que ensinou a gente a jogar bola”.

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Também ex-jogador do Palmeiras, Francisco da Silva Lobo (Chico de Elza), foi outro que praticamente não desgrudou do caixão. Em 2013, Chico organizou uma festa no Estádio Municipal que teve Jerônimo como o principal homenageado. Agora, a sua missão principal foi convocar os ex-jogadores para a despedida final do velho treinador.

Além desses, outros desportistas também compareceram ao sepultamento de Jerônimo Mascarenhas, como os ex-jogadores Cari, Juscelino, Mica, Dadida, Armando Colombina, Dinho Teiú, João Cabeleireiro, João Biriba, Tertinho, Soney, Rui, Dinho de Nelson, entre outros. Com pareceram ao ato também Zé Loloi (ex-dirigente do Palmeiras), o bancário e ex-desportista Antônio Carneiro de Matos (Titi).

Equipe de Jornalismo

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