Riachão: Abelhas tumultuam a feira-livre e provocam correria nos transeuntes

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imagesUm tumulto provocado por abelhas italianas quase acaba a feira-livre de Riachão do Jacuipe no último sábado. Pelo menos dez pessoas foram picadas pelas abelhas e ao menos três foram atendidas no Hospital Municipal da cidade, mas sem muita gravidade.

Durante cerca de 30 minutos as abelhas provocaram muito correria na feira-livre, principalmente pelos falsos boatos que corria de boca em boca. Na confusão, barracas foram desarmadas, mercadorias foram pisoteadas e alguns comerciantes fecharam as portas com medo.

Segundo as informações, mais de dez pessoas foram picadas pelas abelhas e ao menos três tiveram que ser levadas para atendimento no Hospital Municipal. As abelhas estavam arranchadas numa barraca de lanches nas proximidades do armazém J. B. Comercial, que comercializa muito açúcar e atrai o animal.

No ataque das abelhas, várias galinhas que estavam sendo comercializadas na feira-livre também morreram com as picadas. No desespero, algumas pessoas recorreram ao fogo para tentar conter e espantar os insetos.

O local onde as abelhas atacaram juntou muita gente. Com os boatos, o comércio do entorno também foi afetado, por isso alguns comerciantes chegaram a fechar as portas por alguns minutos.

Origem da abelha

A abelha-europeia (Apis mellifera) é uma abelha social, de origem europeia, cujas obreiras medem de 12 mm a 13 mm de comprimento e apresentam pelos do tórax mais escuros. Também é chamada abelha-alemã, abelha-comum, abelha-da-europa, abelha-de-mel, abelha-doméstica, abelha-do-reino, abelha-escura, abelha-europa, abelha-preta e oropa.

A abelha comum ocidental é originária da Ásia e da Europa e foi introduzida na América por ingleses e espanhóis. Vive em colónias permanentes, formadas por uma «rainha» ou «abelha-mestra» (no máximo, e excepcionalmente, duas), obreiras (entre 10 mil e 15 mil) e entre 500 e 1.500 zangãos, que são os machos. As fêmeas diferenciam-se dos zangãos (machos) por possuírem ferrão.

As abelhas vivem em colmeias, que podem ser artificiais ou naturais. Em seu interior, as obreiras usam cera para construir os favos (formados por células em forma de prisma hexagonal), onde armazenam mel e pólen para alimentar tanto as larvas como os insetos adultos.

A rainha ocupa-se exclusivamente de pôr ovos: cerca de 3 mil por dia. Quando a colmeia necessita de uma fêmea fecunda, as obreiras constroem um alvéolo maior, onde são depositados os ovos fecundados. As larvas desses ovos recebem uma alimentação especial e convertem-se em rainhas. Como em cada comunidade só pode haver uma rainha, gera-se uma «disputa pelo poder», sendo as vencidas expulsas da colmeia.

Os zangãos são os elementos improdutivos da colónia, e a sua principal função é fecundar a rainha.

Equipe de Jornalismo

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